sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A Ordem da Fênix Lê: HP7 - 02 - A chegada do Viajante


O barulho assustou Sirius, que logo correu em direção à porta para abri-la. Tomou cuidado para não tropeçar no porta guarda-chuvas. Abriu a porta afobado e deu de cara com Remus, Gui e Molly.
– ‘Dia – cumprimentaram eles preocupados. Sirius apenas murmurou um “bom dia” e deu passagem para ele entrarem. Eles foram para a cozinha, e não disseram mais nada, cada um perdido em seus pensamentos. Já sabiam o porquê de estarem ali, por isso não fizeram perguntas.
Bateram na porta mais uma vez e Sirius se levantou para atendê-la. Dessa vez quem estava do outro lado era Olho-Tonto Moody e sua prima Tonks. Moody entrou sem cumprimentar e passou esbarrando em Sirius, que resmungou algo incompreensível. Tonks por sua vez cumprimentou animadamente o primo e quando foi passar pelo porta guarda-chuvas de perna de trasgo, o derrubou, fazendo com que o retrato da Sra. Black começasse a gritar. Ela se dirigiu a cozinha também, dizendo vários pedidos de desculpas.
Quando chegou à cozinha, deu bom dia a todos e foi se sentar ao lado de Remus, e ficou extremamente corada. Sirius deu uma risada baixa, observando a cena, e Gui fez o mesmo. Molly lançou aos dois um olhar de reprovação e eles se calaram. Pela terceira vez houveram batidas na porta.
Ao abri-la Sirius teve de fazer todo o esforço possível para não rir, ao lado de Arthur Weasley estavam os dois seres mais estranhos que ele já vira. Augusta Longbottom passou altiva ao lado de Black, e apenas acenando brevemente com a cabeça. Seu chapéu com um urubu empalhado balançando, e ameaçando cair, a grande bolsa vermelha pendendo no braço direito. Ela juntou-se a Molly com uma exclamação desgostosa, e a Sra. Weasley pôs-se a explicar o que era a Ordem da Fênix, e por que ali estavam.
– Arthur, é realmente bom vê-lo saudável novamente – Comentou Sirius apertando brevemente a mão do Sr. Weasley.
– Sim, finalmente conseguimos dar um jeito naquelas feridas, não é mesmo? – Ele ajeitou os óculos tortos antes de indicar o homem ao seu lado. – Sirius, quero que conheça Xenophilius Lovegood, é pai de uma amiga da Gina, e mora perto d’A Toca.
Lovegood trajava vestes bruxas mais extravagantes que o normal, e tinha um ar meio aloprado. Ele adiantou-se e segurou a mão de Sirius entre ambas as suas e olhou em seus olhos antes de despejar rapidamente:
– Acredito que seja realmente verdade toda essa história sobre o futuro, e como Arthur já me explicou a finalidade da Ordem, eu devo dizer que apoio e acredito fielmente no que Harry Potter diz sobre Aquele-que-não-se-deve-nomear, e claro, que o Senhor seja inocente. – Ele sorriu sonhador e Sirius piscou meio atordoado. Olhou brevemente para o Sr. Weasley e abriu um sorriso hesitante.
– Sinto-me honrado em recebê-lo na minha casa, e agradeço por confiar em nós. Só nós diretamente envolvidos sabemos o quanto é difícil fazer com que as pessoas acreditem, com tanta repercussão negativa feita pelo Ministério.
Esperou que o homem a sua frente dissesse algo mais, porém, ele apenas passou pelos dois e ficou observando com interesse o porta guarda-chuvas.
– Ele é meio... Excêntrico, não acha? – Comentou Arthur em voz baixa.
– Acho que eu não poderia colocar de outro jeito, sem que o ofendesse no processo. – Riram brevemente e retornaram a cozinha. Faltavam somente algumas pessoas agora, e segundos depois Minerva McGonagall e Severus Snape adentraram a cozinha, levitando seus malões. Os lábios franzidos da vice-diretora estavam em uma linha reta e ela praticamente marchou até o outro lado da mesa.
– O diretor virá em breve, esta tendo alguns problemas com o Sr. Malfoy. – Sirius revirou os olhos ao ver sua ex-professora favorita bufar – Eles devem chegar em breve, entretanto. Os Weasley já estão esperando na sala do diretor juntamente com o Potter e a Granger.
Molly deixou o queixo cair em espanto e levantou-se fazendo um estardalhaço.
– O que eles pensam que estão fazendo, fora da cama há essa hora?
Remus e Gui trocaram um olhar de entendimento e o licantropo suspirou tomando a palavra.
– Molly, a carta exige a presença deles aqui para a leitura.
Ela continuou firme.
– Eles são apenas crianças, Remus. Não tem nada haver com a guerra! Participar da leitura afetaria suas vidas em que?
– A questão, mamãe, é que se têm seus nomes na correspondência, a senhora não pode impedi-los de ler. – Disse Gui suavemente.
– Não me diga o que eu posso ou não fazer com essas crianças, Guilherme, ou eu proíbo você de estar aqui conosco! – a essa altura a Sr. Weasley já estava vermelha, e ninguém ao redor ousou dizer nada, nem mesmo o próprio marido, até Severus sair de seu posto encostado a porta da cozinha e caminhar, esvoaçando sua capa, até sentar-se ao lado de Moody. Ele encarou a mulher ruiva e furiosa e comentou suavemente.
– Já imaginou que o livro pode retratar as mortes de seus filhos? – Isso causou certo choque nos presentes que ficaram lívidos. Snape fez uma cara amarga – Ora, vamos, é uma guerra. Ambos os lados saem perdendo, seria arrogância pensar que não havia perdas do nosso lado também.
– Cale a boca, Ranhoso – Resmungou Sirius, e Severus deu um sorriso maldoso na direção do animago.
– Ah, mas é claro que você não seria atingido no meio do fogo cruzado, Black. Estará em segurança aqui dentro enquanto nós morremos lá fora para proteger o mundo bruxo.
– Mas seu... – Rápido como um raio, Remus puxou seu amigo para sentar novamente, pois em um pulo, Sirius havia pegado a varinha e já se preparava para salta em Snape.
– Controle a língua, Severus, não podemos brigar entre nós – Abreviou Lupin, ainda lutando com Almofadinhas que não queria ficar quieto. O mestre de poções tornou a olhar vagamente para a matrona, e retornar o assunto anterior como se nada tivesse ocorrido.
– A questão é que se suas crianças – debochou – estiverem conosco na leitura, podem conseguir que suas vidas sejam poupadas.
Isso desarmou Molly. Desarmaria qualquer um na verdade, e por mais que ninguém estivesse satisfeito com aquela atitude doentia de Severus sabiam que ele tinha razão. Kingsley chegou ao momento em que uma luz radiante tomasse conta da cozinha e Carlos Weasley apareceu rodopiando e deixou cair um regador enferrujado no chão, soltou em seguida a mala de viajens perto das de McGanagall e Snape. Os cumprimentos saudosos da família logo levantaram o humor meio para baixo do lugar e Kingsley tratou de atualizar a situação para no ministério para os que não tinham acesso. Faltava apenas o diretor, todos esperavam que ele não se demorasse, pois faltavam apenas vinte minutos para o viajante chegar, isso se ele fosse pontual.
Cinco minutos depois a cozinha iluminou-se novamente e Albus Dumbledore surgiu rodeado por nove adolescentes com suas bagagens através de uma chave de portal. Todos ainda estavam um pouco confusos e Draco Malfoy estava com a cara emburrada. Era evidente que ele não queria estar ali, mas ao ver Severus Snape sentado à mesa com a mesma cara emburrada, se sentiu melhor, afinal ele não estaria totalmente sozinho. Gina, Ron, Fred e George correram para abraçar sua família e Harry foi ao encontro de Sirius e Remus. Hermione se sentou ao lado de Tonks, Neville foi para perto de sua avó e Luna saltitou até seu pai.
– Como esse caso é de extrema importância, tive que trazer esses alunos para cá, e tomei providências para que nem Umbridge, nem o Ministério sintam falta deles. – Dumbledore falou. – Usaremos um feitiço temporal que fará com que o tempo não passe enquanto cumprimos essa missão que nos foi dada. Assim, Umbridge não poderá fazer nada que nos prejudique. Espero que todos tenham trazido suas bagagens. - Os mais velhs assentiram, tirando dos bolsos miniaturas de malas e colocando ao lado das outras, antes de lançar o feitiço para ampliar o tamanho. Augusta sacudiu sua bolsa vermelha que fez um som oco. O diretor entendeu onde suas roupas estavam.
– Quero saber o que meu pai vai fazer quando souber que vocês me sequestraram e me trouxeram pra esse lugar com esse bando de traidores de sangue e criaturas imundas. – Disse Draco mal humorado, lançando um olhar aos Weasleys e a Remus.
Hermione o olhou de uma forma mortal e lançou um feitiço silenciador nele.
– Quero ver você caladinho, Malfoy, senão te dou outro soco. Acho que se lembra do terceiro ano, não?
Harry e Ron riram com a lembrança. Os gêmeos a olharam assustados com a repentina mudança de humor da Granger. Os outros da sala deram risadinhas com a cara de Malfoy. Então Luna perguntou:
– Quem é esse tal jovem bruxo que virá nos acompanhar durante a leitura?
– Ainda não sabemos quem é, mas acho que ele virá do futuro. – Sirius respondeu.
– E quando ele chegará? – Neville perguntou baixinho.
Sirius olhou para o relógio em seu pulso.
– Em exatos dez segundos.
Um misto de apreensão e expectativa tomou conta da cozinha da Mui nobre e antiga Casa dos Black. Todos esquadrinhavam a sala com o olhar, esperando que em algum momento um jovem aparecesse do nada ali. Qual não foi sua surpresa quando ouviram batidas na porta. Sirius se sobressaltou e em seu rosto ficou estampada a sua expressão de nervosismo.
Ele saiu da cozinha e caminhou até a porta, ciente de que olhar de todos estavam direcionados as suas costas. Abriu a porta com a varinha na mão. Quem o esperava na porta era um jovem que aparentava ter 19 anos. Era alto e bonito. Seus olhos eram azuis e seus cabelos castanhos. Suas roupas poderiam ser consideradas totalmente trouxas, a julgar pela calça jeans e a camisa de mangas cumpridas preta, mas ele usava uma capa de viajem bruxa sobre os ombros, e tinha a bagagem ao lado. Ele deu um sorriso simpático e verdadeiro a Sirius.
– Posso entrar Sr. Black? – perguntou quando Sirius não esboçou nenhuma reação. O animago então se afastou e deixou que o outro passasse. O jovem foi para a cozinha arrastando o malão atrás de si, e agia como se já conhecesse a casa. Chegando ao porão, parou na porta e olhou todos os que estavam no cômodo. Seu olhar demorou uma fração de segundo a mais em Remus e Tonks, mas ele soube disfarçar muito bem. Quando viu que Sirius estava esperando que ele entrasse na cozinha, ele o fez. Todos o olhavam com curiosidade e ele começou a falar, sem esperar por perguntas:
– Oi, meu nome é Teddy e eu vim do futuro. Tenho 19 anos. Não posso dizer meu sobrenome, não ainda. Mas peço que confiem em mim. Em resumo, o que vocês precisam saber por enquanto, é que haverá muitas mortes e perdas irrecuperáveis para o mundo bruxo. Estamos aqui hoje para tentar mudar essa terrível realidade. Essa é a única esperança. Durante a leitura, eu esclarecerei muitas coisas para vocês e nos conheceremos melhor. – ele falou isso muito rápido, como Hermione em seu primeiro ano. Todos o olhavam. – Desculpem-me, mas será que podemos começar a ler logo? Eu estou muito nervoso. Não é todo dia que se viaja para o passado. – Ele disse e se sentou à mesa, derrubando um copo de água em Snape, fazendo com que o professor fechasse ainda mais a cara, e que Sirius e os gêmeos caíssem na gargalhada.
Ele inclinou-se e abriu uma frestra do malão, tirando um livro meio alaranjado e virou a capa para os demais, que arregalaram os olhos lendo o título.
–Então, quem quer ler primeiro? - Perguntou animado, fingindo nao perceber o olhar assustado dos presentes e a cara de desgosto de Harry.
Hermione levantou a mão devagar e Teddy sorriu.
–Suspeitei desde o princípio. - Passou para ela que alisou a capa com os dedos e o abriu, respirando fundo, tomou corangem para começar...

3 comentários:

  1. Eu to adorando essa ideia de você continuar a fic em um blog! Eu achei muito chato essa coisa de o NYAH proibir esse tipo de história!
    Enfim amo essa história e eu confesso que não comentava no nyah, mas é por que eu não tenho conta! Por favor continue *-*

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    1. Olááá, aqui é a Lyra! Vim avisar que a Giu e eu estaremos postando essa fanfic no fanfiction.net por que não estamos conseguindo ter acesso ao blog. Nós dissemos que não iriamos parar com a fic, e mesmo que algumas leitoras tenham ficado aborrecidas com a demora, o que é compriensível, nós não vamos parar.
      Pedimos desculpas pela demora na atualização, mas o fato é que as coisas estavam bem complicadas, principalmente por que é nosso ano do ENEM.
      Enquanto mando essa mensagem, a história lá esta com os três capitulos daqui postados, e vou postar mais um essa tarde. Sei que é chato falar isso depois de tanto tempo sem postar, mas conto com o seu apoio ><'
      Link: http://www.fanfiction.net/s/9751352/1/A-Ordem-da-F%C3%AAnix-l%C3%AA-HP7

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  2. Awwwwn, que fofa. <3
    Obrigada por acompanhar, linda. Numa hora dessas é importante o apoio de vocês.
    Valeu por comentar.

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